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Turma de Ritmos reunida após a aula.

Quem dança seus males espanta

“Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho”.  A frase do autor norte-americano Wayne Dyer consegue traduzir com precisão o que é o sentimento de quem pratica a dança como esporte. Recomendada por especialistas, ela é uma modalidade de exercícios físicos que traz benefícios à saúde física e mental, devido seu poder de descontração. Entre seus principais benefícios estão o combate ao estresse e a ansiedade, melhora da autoestima, da circulação sanguínea e a flexibilidade do corpo.

Além da já conhecida Zumba, o Avenida Tênis Clube também oferece aos seus associados aula de Ritmos de segunda a sábado. Quem se interessa por modalidades mais específicas, pode fazer parte das turmas de Zumba, Axé, Dança do Ventre e Recreadance Kids e Sênior. 

Sendo uma das professoras de Ritmos do ATC, Carina Rampelotto, esclarece que é fundamental praticar qualquer tipo de atividade física. O que se deve buscar é uma que se adeque com os gostos e necessidades de cada um. Sobre praticar dança, ela explica que a melhora cardiorrespiratória é um ganho importante. Além disso, aliado com uma dieta equilibrada, o emagrecimento é outro benefício. 

Para ela, é uma das atividades mais recomendadas, pois consegue fazer com que as pessoas se movimentem muito e ainda se divirtam. O ideal é conseguir praticar três vezes por semana, por cerca de uma hora. Além disso, é uma prática que engloba todas as idades. Outro ponto destacado pela professora é o contato com os colegas. “É importante que a pessoa faça a aula de Ritmos, não apenas pelo lado da saúde, mas também pelo lado humano, para a gente se divertir”, esclarece.

A aula de Ritmos não faz bem apenas aos alunos. A professora Cacá – como é conhecida de maneira carinhosa -, revela que iniciou o curso de Educação Física por causa do amor que sempre sentiu pela dança. “Eu sempre gostei de dançar, então foi o que me motivou a fazer a faculdade e a trabalhar com isso. Tanto é que eu escolhi trabalhar mais com aulas coletivas do que por exemplo ficar na musculação e na academia, exatamente por gostar de estar mais próximo do público”, revela. 

Ângela Neves Picada frequenta as aulas desde 2008. Para ela, dançar no Clube é uma forma de se desligar do cotidiano. “É uma terapia. Principalmente para a gente que tem uma demanda muito grande de trabalho e estudo. Essa modalidade de aula permite que tu tenhas liberdade nos movimentos e isso aí faz um bem muito grande”, relata com entusiasmo. Destaca também outro ponto positivo: a amizade com os colegas. “É uma diversão sempre”, resume.

Como conselho para quem sente vontade, mas ainda não praticou, Ângela recomenda que “venha, porque vai ser muito bem recebido. O grupo é maravilhoso, não tem essa de não sei dançar, não tenho ritmo. Isso se aprende, é uma questão de tempo. É só se permitir, sentir a música e seguir o embalo que já está valendo. O ritmo a gente pega, com certeza”.


Texto: acadêmico de Jornalismo da UFN Eduardo Biscayno de Prá.